Iepthae é a forma em latim de Jefté usada no Antigo Testamento da Vulgata. Aparece no Livro dos Juízes, onde Jefté é retratado como um juiz de Israel que liderou a campanha contra os amonitas.
Etimologia
O nome deriva, em última análise, da raiz hebraica paṯaḥ (פָּתַח), que significa “abrir”; assim, Jefté significa “ele abre”. Isso provavelmente alude ao seu papel como libertador que “abre” o caminho para a libertação de Israel. A forma latina Iepthae segue a variante grega Iephthae, mas com a terminação romana característica substituída por -ae.
Narrativa Bíblica
Segundo o Livro dos Juízes (capítulos 11–12), Jefté era filho de Gileade e uma prostituta; expulso por seus meio-irmãos, mais tarde tornou-se um poderoso guerreiro. Quando os amonitas ameaçaram Israel, os anciãos de Gileade recorreram a ele para liderança. Jefté fez um voto precipitado: se Deus lhe concedesse a vitória, sacrificaria a primeira coisa que saísse de sua casa ao seu retorno—que acabou sendo sua única filha. Ele cumpriu o voto, e sua trágica história tem sido fonte de reflexão teológica e interpretação artística ao longo da história.
Significado Cultural e Religioso
Na igreja latina, Iepthae era a forma padrão do nome em bíblias medievais e textos litúrgicos. Embora nunca tenha sido difundido como nome próprio, aparece ocasionalmente em contextos neolatinos. A história de Jefté inspirou obras de compositores como Giacomo Carissimi (o oratório Jephte) e escritores como John Milton.