Delphina é um nome próprio feminino de origem latina medieval. É a forma feminina do nome latino Delphinus, que significa "de Delfos". Delfos foi uma antiga cidade grega renomada por seu oráculo e templo de Apolo; o nome da cidade possivelmente deriva do grego δελφύς (delphys), que significa "útero". Essa etimologia provavelmente reflete a conexão mitológica do local com a deusa Terra Gaia e seu papel como centro sagrado.
O nome Delphina também é associado à Bem-aventurada Delphina (c. 1284–1358/1360), uma freira e mística provençal do século XIV. Nascida na nobre família Signe, casou-se com Elzéar de Sabran, mas manteve um voto de castidade. Após a morte do marido, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e foi conhecida por sua piedade e cuidado com os pobres. Foi beatificada em 1694, e sua festa é celebrada em 21 ou 29 de setembro. Sua história ajudou a difundir o nome em regiões católicas, especialmente no sul da França e Itália.
Em uso posterior, Delphina surge como uma variante do mais comum Delphine, sua contraparte francesa. A forma espanhola é Delfina. Uma notável portadora é a atriz brasileira Delfina Carneiro (1897–1958), atualmente aparecendo como Delphina sob seu nome artístico.
Portadoras Notáveis
Delfina Perpétua do Espírito Santo (20 de abril de 1818 – 22 de setembro de 1881), conhecida nos palcos como Delphina, foi uma atriz portuguesa especializada em papéis cômicos. Nasceu fora do casamento de pais empregados no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Criada por um funcionário do teatro, estreou aos sete ou oito anos interpretando Cupido. Sua popularidade cresceu no Teatro Thalia, na propriedade do Conde de Farrobo. Ela atuou em inúmeros papéis cômicos ao longo do século XIX, tornando-se uma figura querida no teatro português.
Fontes: Wikipedia — Delphina