Certificado de Nome
Pelleas
Masculino
Arthurian Cycle
Significado e Origem
EtimologiaPelleas, também grafado Pellias, é um nome da tradição arturiana de etimologia incerta. Possivelmente deriva do nome grego Peleu, que significa 'argila', e que na mitologia grega era o pai de Aquiles e esposo de Tétis, uma ninfa do mar. No entanto, o estudioso John Rhys propôs que o nome poderia estar ligado a Pwyll, figura mitológica galesa conhecida como marido de Rhiannon, sugerindo uma possível origem céltica para o personagem.Literatura MedievalPelleas aparece pela primeira vez no Ciclo Pós-Vulgata em francês antigo (a Suite du Merlin) no século XIII. Nessa versão, ele é um jovem cavaleiro de origem humilde que se apaixona por uma dama de alto nascimento chamada Arcade. Apesar de vencer um torneio e ganhar para ela um diadema de ouro, ela o rejeita cruelmente, trancando-se em seu castelo e enviando seus cavaleiros para humilhá-lo diariamente. Sir Gawain, sobrinho do Rei Artur, sente pena de Pelleas e tenta ajudá-lo usando sua armadura para enganar Arcade. Esse episódio é depois adaptado por Sir Thomas Malory em Le Morte d'Arthur (século XV), onde Pelleas se torna amigo íntimo de Gawain e acaba se casando com Nimue, a Dama do Lago, após seus encantamentos levarem a história a uma resolução mais feliz.Literatura PosteriorA história de Pelleas ganhou destaque moderno através do poema 'Pelleas and Ettarre', de Alfred Tennyson, de 1859, em Idylls of the King. Nessa versão, Ettarre (também grafada Ettarde) é uma donzela orgulhosa que rejeita o amor de Pelleas sob circunstâncias transformadas pela sensibilidade vitoriana de Tennyson. Pelleas é retratado como um jovem inocente corrompido pela decadência da corte — refletindo, ironicamente, uma tragédia arturiana mais ampla.InfluênciaO nome também influenciou Claude Debussy, cuja única ópera completa, Pelléas et Mélisande (1902), apresenta um personagem-título com nome derivado de Pelleas. Embora adaptada de uma peça de 1892 de Maurice Maeterlinck, a ligação etimológica reforça a tradição arturiana e estende o alcance da história para a arte do período romântico e além.Gênero: MasculinoOrigem: Ciclo Arturiano; possivelmente do grego Peleu ou do céltico PwyllTipo: Cavaleiro fictício da Távola RedondaHistória: Ciclo Pós-Vulgata (séc. XIII), Malory (séc. XV), Tennyson (1859)
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